Como um desenho entra na pele

  O desafio já tinha sido lançado há algum tempo com aquela frase que ecoa: 


Devias tatuar os teus desenhos.

  Um desenho permanente, sem borracha, sempre me causou algum medo por poder causar muita ansiedade na falha.

  Até que o dia chegou em que alguém me desafiou a pegar numa máquina pela primeira vez e, numa pele sintética, fiz o meu primeiro desenho a agulha e tintas.

  A sensação foi muito boa, o que se seguiu foi uma série de desastres, mas com persistência e nesta tentativa e erro ainda fácil de “apagar”, decidi que estava na hora de procurar alguém para me ajudar nesta viagem.

  Foi aí que contactei o Jardim Ecotattoo, um estúdio de tatuagem com respeito pelo planeta, que se baseia na sustentabilidade de todos os materiais que usa. Nesse estúdio, encontrei na Lêle uma mentora para me dar o privilégio de tatuar pela primeira vez num corpo humano verdadeiro com a sua supervisão.

  Só faltava uma cobaia.

  A Mariana, gentilmente, cedeu a sua pele de amiga para ser a minha primeira cliente.

  A experiência foi muito diferente do que esperava: calmante, certa, mas também mais gratificante porque, de repente, me apercebi:

“Esta pessoa terá um desenho meu
para sempre na sua pele.”

  Quis repetir.

  Cada vez foi sendo mais interessante: entender os tipos de pele, os ângulos, os cuidados.

  Com cuidado e com um pouco mais de experiência, mesmo que ainda aprendiz, decidi abrir o espectro dos amigos, para novos amigos que possam surgir através desta nova forma de arte a que me pretendo dedicar tanto quanto as outras.

Traz outro amigo também e vem tatuar comigo.

  Como tatuadora, quero proporcionar uma experiência inclusiva, onde tod@s serão tratad@s com respeito, atenção e conforto, para que a experiência possa ser memorável pelas melhores razões. 

  No espaço onde irei tatuar, o Jardim Ecotattoo, os materiais são sustentáveis. Os produtos descartáveis são feitos com matérias biodegradáveis ou recicláveis.

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